domingo, 31 de janeiro de 2016
Mais de 40% dos alemães quer demissão de Merkel - http://www.magazineindependente.com/www2/mais-de-40-dos-alemaes-quer-demissao-de-merkel/
Mais de 40% dos alemães quer demissão de Merkel - http://www.magazineindependente.com/www2/mais-de-40-dos-alemaes-quer-demissao-de-merkel/: Sondagem ontem publicada revela grande insatisfação com a política de portas abertas da chanceler alemã. A gestão que Angela Merkel tem feito da crise dos refugiados está a colocar em causa ...
Gás pode tornar país num líder Africano - http://www.magazineindependente.com/www2/gas-pode-tornar-pais-num-lider-africano/
Gás pode tornar país num líder Africano - http://www.magazineindependente.com/www2/gas-pode-tornar-pais-num-lider-africano/: O uso apropriado dos rendimentos do futuro projecto de Gás Natural Liquifeito (LNG), na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, pode tornar Moçambique num líder do desenvolvimento africano e global. Es...
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Nò de Tchumene condiciona prazos da Circular
A
construção do Nó de Tchumene no projecto da circular de Maputo pode atrasar a
entrega das obras da circular de Maputo, em causa esta, a colisão de interesses
entre a TRAC e a Maputo Sul. Entretanto a Maputo sul ainda não encontrou o
empreiteiro para a construção da mas de mil casas para população afectada pelo
projecto da Ponte Matupo Katembe embora já terem iniciado as obras de construção
da ponte.
Elísio Muchanga
Numa altura em que as
receitas da TRAC aparentam estar a aumentar devido ao fluxo do tráfico nas
estradas a si concessionadas e sob sua gestão, a Maputo Sul esta a ver os
prazos da entrega da circular prevista para Dezembro deste ano comprometidas
devido ao nível de negocias com a TRAC.
É que com a construção da circular que devera
levar ao longo dos cerca de 74 km de estradas cinco portagens os níveis de
rendimento da estrada concessionada a TRAC isto é a N4 que por sinal esta a
alargar as faixas de rodagens ira inevitavelmente reduzir drasticamente.
Segundo Paulo Fumane que sábado ultimo visitou
junto com o Ministro das obras publicas e Habitação Carlos Bonete a circular de
Maputo e tendo escalado aquele ponto o “Nó de tchumene”,
que é por sinal, o único em todas as secções que,
ainda não iniciaram as obras de construção
com 0 porcento de nível de execução contra 70 porcento dos outros
pontos, as obras irão iniciar em Dezembro próximo período previsto para a
entrega da circular.
De acordo com Fumane há uma necessidade de se
chegar a um entendimento com a TRAC no Nó de Tchumene na N4, secção, onde a
estrada esta concessionada a TRAC. Entretanto já foi submetido um projecto
detalhado de engenheira a ANE e há trabalhos preparatórios em curso para
construção das estacas de fundação, sabe-se porem que a construção do Nó de
Tchumene esta ser reprogramado para finais de 2015 o que vai colidir com os
prazos de entrega da circular prevista para dezembro.
Namashulua pede vigilância aos líderes comunitários
A ministra da administração estatal Carmelita
Namashulua, apelou esta sexta feira aos líderes comunitários vigilância e
denúncia de movimentos estranhos que possam ocorrer nas suas localidades de jurisdição.
Namashulua fez este
apelo, num encontro havido com líderes comunitários de vários distritos do país
no distrito de Bilene na província de Gaza.
“ Devem estar atentos
aos movimentos estranhos e reportar as autoridades” disse Namashulua, acrescentando
que “A vigilância deve ser permanente porque a paz é importante e ela só é
possível quando estamos vigilantes e unidos só assim podemos manter a paz e
desenvolver o país ”
O apelo da governante, acontece numa altura em
que, o país vive um clima de guerra com a ocorrência de ataques e confrontações
esporádicas entre as forças governamentais, e homens armados da Renamo.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Tal como Dhlakama prometeu
Renamo
activa quartel de Morrumbala
O
porta-voz do segundo maior partido com assento parlamentar na Assembleia da República,
António Muchanga, anunciou semana finda, em Maputo, a montagem e reactivação do
quartel-general de Morrumbala, na província da Zambézia. A montagem do quartel-general
acontece numa altura em que o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, anunciou a
interrupção do diálogo político e a sua indisponibilidade em se encontrar com o
Presidente da República, Filipe Nyusi, com a agenda de discutir a Paz.
Elísio
Muchanga
Numa altura em que o
país vive um momento político conturbado, com o diálogo político do Centro de Conferências
Joaquim Chissano encalhado, e unilateralmente interrompido pela Renamo, aquele
partido político anunciou a reactivação do quartel de Morrumbala, numa clara
medição de força com as autoridades governamentais que defendem a existência
duma única força.
A criação do quartel de Morrumbala que, segundo António
Muchanga, já está activo é fruto duma decisão tomada por ex-guerrilheiros
durante a Conferência Nacional do partido, realizada há dias na cidade de
Quelimane.
Segundo Muchanga, a decisão de montagem do quartel-general
em Morrumbala não é do presidente Dhlakama, mas dos próprios veteranos da luta
pela democracia e o líder da perdiz apenas consentiu a decisão como forma de
evitar que houvesse cisão no seio do partido, o que seria muito perigoso para a
democracia que se pretende consolidar, tendo em conta que qualquer combatente poderia
tomar decisão pessoal e pegar em arma sem um comando seguro.
Recorde-se que o anúncio da criação do quartel-general
ocorreu depois do fracasso de vários acordos assinados entre a Renamo e o Governo
dirigido pela Frelimo.
Em discurso ao público presente, Afonso Dhlakama
lembrou que o acordo de cessação das hostilidades, assinado em Setembro do ano
passado permite a criação do quartel.
“O conteúdo daquele acordo falava da entrada dos
comandos da Renamo no seio da Polícia e também nos lugares-chave no seio das Forças
Armadas”, declarou Dhlakama.
Além de enviar guerrilheiros para o quartel, Dhlakama disse na ocasião
que vai recrutar mais jovens para receberem formação e servir ao Exército e à Polícia.
“Decidimos criar nossas Forças Armadas, constituídas por aqueles que lutaram
pela democracia”, afirmou.
-Lourenço do Rosário
O académico e
observador do diálogo político no Centro de Conferências Joaquim Chissano,
Lourenço do Rosário, é da opinião de que temos que ver a simbologia do anúncio
do quartel-general no espaço do conflito. Para o académico, o quartel-general
simboliza a tomada de posição turbulenta, porque “quando vimos polícia e
soldado isto não é um bom sinal, mas pode ser símbolo para forçar a
flexibilidade por parte do Governo para um outro modelo político”, salientou.
O académico frisou que há pouca vontade de se
fazer guerra no país, mas sim forçar um novo modelo de diálogo, pois o modelo de
diálogo do Centro de Conferências Joaquim Chissano está esgotado pelas razões
conhecidas.
Do Rosário enfatizou
que é preciso ler o que os dirigentes dizem, pois “Dhlakama disse num dos seus
comícios aos seus homens que se quiserem fazer a guerra não contem com ele;
para mim este quartel-general simboliza uma preparação para guerra mas também
pode ser que seja uma forma de forçar o diálogo numa posição de força”.
-Raul Domingos
Para o político e
antigo negociador do Acordo Geral de Paz, Raul Domingos, a activação do quartel-general
da Renamo, em Morrumbala, é resultado de intolerância e falta de vontade
política de se resolver as diferenças.
Para Domingos, o resultado disto parte da
arrogância na Assembleia da República que rejeitou o projecto de lei da
descentralização da administração pública em resposta da vontade expressa pelo
povo nas urnas.
“É preciso perceber que
sistematicamente a população tem emitido sinais da sua escolha política e é preciso
que os políticos saibam dar respostas a esses sinais emitidos pelo povo,
respeitar as vontades do povo tal como o fez o povo das zonas que a Renamo hoje
reivindica”, explicou o antigo negociador-chefe do Acordo Geral de Paz de Roma.
Para Raul Domingos, não
está nada perdido, embora isto evidencie um sinal de regresso a guerra, mas
isso só poderá vir a acontecer apenas quando persistir a intolerância, pois
acredita que ninguém está disposto a voltar a um conflito armado.
- Damião José
Para
o porta-voz da Frelimo, partido no Governo, Damião José, o anúncio da montagem
do quartel-general de Morrumbala pela Renamo mostra que ela cumpre agendas
contrárias às do povo moçambicano.
Segundo o porta-voz da
Frelimo, se a Renamo se desenrola em esforços para activação dos seus homens e
municiá-los, tal como ela defende a instalação de quartéis, a perdiz está com
isso a mostrar claramente que estão contra a vontade do povo moçambicano.
“E isso nos faz
questionar o que a Renamo como partido político quer, porque a existência dos
partidos é para trabalhar para o bem dos moçambicanos. Portanto, se a Renamo se
esforça em trabalhar contra o bem do povo moçambicano já não percebemos o que a
Renamo quer”, contestou.
O porta-voz e deputado
da Frelimo referiu que a Renamo cumpre agendas que não têm nada a ver com a
vontade dos moçambicanos mas com a vontade dos patrões, interessados em criar
um ambiente de desestabilização, pois ela tem sido incoerente consigo mesmo.
Damião José apela a
todos os moçambicanos a lutar sem medir esforços para desencorajar a todos
aqueles que tudo fazem para pôr em causa a paz, neste momento concreto a Renamo
e o seu líder Afonso Dhlakama, porque os moçambicanos são um povo de paz,
humilde, que quer continuar a construir a paz e a desenvolver o país.
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