quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Moçambique entre os países mais endêmicos pela malária



Cabo Verde e Timor-Leste estão "bem encaminhados" para conseguir erradicar a malária em 2020, enquanto Moçambique continua entre os países com mais casos registados em 2018, segundo um relatório divulgado em Genebra. 

De acordo com o relatório anual sobre malária da Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença causou em 2018 mais de 400 mil mortes, 380 mil em África e 270 mil de crianças menores de cinco anos.
As estimativas da OMS apontam ainda que no ano passado foram registados 228 milhões novos casos de malária em todo o mundo, 213 milhões dos quais em África (212 milhões em 2017), com seis países a concentrarem quase metade das infeções. 

Moçambique, com 4% dos casos de paludismo registados nesse ano, é o único país lusófono neste grupo, que é encabeçado pela Nigéria (25%), República Democrática do Congo (12%), Uganda (5%), Costa do Marfim e Níger (4% cada). 

Estes países integram um grupo de 11 Estados prioritários da iniciativa lançada pela OMS em 2018 "De grande carga a grande impacto", que visa acelerar os progressos no combate à malária nos países onde a doença se mantém endémica. 

Burkina Faso, Camarões, Gana, Índia, Mali, Moçambique, Níger, Nigéria, República Democrática do Congo, Tanzânia e Uganda são os países prioritários da campanha. 

Segundo as estimativas da OMS, em 2018, foram registados 155 milhões de casos de paludismo nestes 11 países, tendo a Índia e o Uganda registado "reduções consideráveis" no número de casos em comparação com o ano anterior, menos 2,6 milhões e menos 1,5 milhões respetivamente.

Em sentido contrário, a Nigéria e o Gana tiveram "aumentos importantes" no número de casos, respetivamente mais 3,4 milhões e mais 0,5 milhões de casos. 

Fora deste grupo de países, Angola concentra 3% dos casos de malária em África. 

Como nota positiva, o estudo adianta que pelo menos 10 países dos 21 que integram a iniciativa E-2020, da OMS, estão "bem encaminhados" para alcançar um dos marcos da Estratégia Mundial contra a Malária 2016-2030, de erradicação do paludismo até 2020. 

Entre estes, contam-se os lusófonos Timor-Leste e Cabo Verde, bem como a Argélia, Belize, Butão, China, El Salvador, Malásia, Irão e Suriname. 

Em 2015, o paludismo era endémico em todos estes países, sendo que, atualmente, praticamente não notificam casos ou notificam casos residuais. 

Timor-Leste lidera este conjunto de países, não tendo registado qualquer caso de malária em 2018.
Em 2006, Timor-Leste registou mais de 223 mil casos, valor que caiu para 113 mil casos quatro anos depois, para 36 mil em 2011 e para apenas 26 em 2017. 

Em Cabo Verde, depois da epidemia declarada em 2017, com o registo de quase 500 casos, a maioria na cidade da Praia, as estimativas da OMS apontam para a inexistência de casos autóctones em 2018, colocando o país no caminho para a erradicação da doença em 2020.

sexta-feira, 20 de julho de 2018




Renamo contra-ataca  e ridiculariza discurso de "entrega de  Armas"
Depois de a dias ter sido a Frelimo a colocar um travão a sessão extraordinária condicionado a realização desta a sinais concretos da Renamo no que diz respeito a desmilitarização desta vez a Renamo contra-ataca através de Ivone Soares chefe da bancada parlamentar  ao afirmar ser ridículo o discurso de entrega das armas.

 Elísio Muchanga

Segundo a chefe da bancada parlamentar da Renamo Ivone Soares  não basta apenas o governo exigir que a Renamo entregue as armas, o processo é muito mais complexo que isso.
“É preciso que não se pense que o processo é apenas entregar as armas. É muito mais complexo do que isso” disse Soares acrescentando em seguida que “É preciso saber onde é que vão viver os guerrilheiros depois de saírem das matas de Gorongosa e de outros pontos onde estejam”, disse a sobrinha do falecido líder Afonso Dhlakama.

A chefe da bancada parlamentar da Renamo salienta ainda que é preciso saber que actividade socio económicas o Estado coloca a sua disposição, e que capacidades serão criadas para que os militares da Renamo ao saírem das matas  não passem por algum tipo de dificuldades para reiniciar suas vidas.
Com estas palavras Soares da a entender que o processo de desarmamento dosa homens residuais da Renamo pode vir a levar mais tempo do que se imagina.

Soares diz achar ridículo que a opinião pública, sobretudo a Frelimo, exija que o seu partido entregue as armas ao Governo. Para ela, trata-se de gente que desconhece por completo a complexidade e os contornos do processo das negociações para o alcance da apregoada paz efectiva no país.

“Nós achamos ridículo quando ouvimos pessoas dizerem queremos que entreguem as armas... Queremos que entreguem as armas... Está bem! E Depois!?”, questiona Soares.
De acordo com ela, para a Renamo se desmilitarizar deve, primeiro, haver garantias de que os seus guerrilheiros não estarão sujeitos a privações quando já forem desmobilizados.

Mas adiante a chefe da bancada parlamentar da Renamo frisou que “Encorajamos vivamente” que o Governo e a liderança do maior partido da oposição “assegurem que urgentemente comecemos a ver, efetivamente, sinais concretos de reintegração social justa” desses já

 Saimon Macuiane antigo negociador do processo de paz referiu que “não estamos a tratar, em simultâneo, assuntos militares e a lei eleitoral. Não se pode confundir assuntos distintos e em tempos distintos”, afirmou.
 O discurso da Renamo através da chefe da bacada parlamentar surge numa altura em que a Frelimo condicionava a realização das sessão extraordinária a sinais de desmilitarização das forças resíduas da Renamo e num altura em que a mesma exige que os próximos pleitos eleitorais devem decorrer sem armas na posse de partidos políticos.

 “As eleições autárquicas devem acontecer num clima de ordem, transparência e justiça” o porta voz da bancada parlamentar da Frelimo Edmundo Galiza Matos Júnior

Os partidos políticos e a sociedade civil, em geral, têm o desafio de assimilar as mudanças introduzidas na legislação autárquica, por forma a exercerem os seus direitos políticos conscientemente, acrescentou.  

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Renamo quer ir as autárquicas com descentralização resolvida - http://www.magazineindependente.com/www2/renamo-quer-ir-as-autarquicas-descentralizacao-resolvida/



Renamo quer ir as autárquicas com descentralização resolvida - http://www.magazineindependente.com/www2/renamo-quer-ir-as-autarquicas-descentralizacao-resolvida/: A chefe da bancada parlamentar da Renamo Ivone Soares fez saber hoje na Assembleia da Republica que o seu partido, quer chegar as Eleições Autárquicas de 2018 com todo pacote legislativo atinente a descentralização já resolvido. Falando na abertura da V sessão ordinária da VIII legislatura da Assembleia da Republica, a chefe da bancada parlamentar …

domingo, 31 de janeiro de 2016

Tropas europeias também cometeram abusos sexuais na República Centro-Africana - http://www.magazineindependente.com/www2/tropas-europeias-tambem-cometeram-abusos-sexuais-na-republica-centro-africana/



Tropas europeias também cometeram abusos sexuais na República Centro-Africana



 Adensa-se o escândalo sexual que envolve as missões militares internacionais na República Centro-Africana. Esta sexta-feira, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos divul...

Mais de 40% dos alemães quer demissão de Merkel - http://www.magazineindependente.com/www2/mais-de-40-dos-alemaes-quer-demissao-de-merkel/

Mais de 40% dos alemães quer demissão de Merkel - http://www.magazineindependente.com/www2/mais-de-40-dos-alemaes-quer-demissao-de-merkel/: Sondagem ontem  publicada revela grande insatisfação com a política de portas abertas da chanceler alemã. A gestão que Angela Merkel tem feito da crise dos refugiados está a colocar em causa ...

Gás pode tornar país num líder Africano - http://www.magazineindependente.com/www2/gas-pode-tornar-pais-num-lider-africano/

Gás pode tornar país num líder Africano - http://www.magazineindependente.com/www2/gas-pode-tornar-pais-num-lider-africano/: O uso apropriado dos rendimentos do futuro projecto de Gás Natural Liquifeito (LNG), na bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, pode tornar Moçambique num líder do desenvolvimento africano e global. Es...

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Nò de Tchumene condiciona prazos da Circular

A construção do Nó de Tchumene no projecto da circular de Maputo pode atrasar a entrega das obras da circular de Maputo, em causa esta, a colisão de interesses entre a TRAC e a Maputo Sul. Entretanto a Maputo sul ainda não encontrou o empreiteiro para a construção da mas de mil casas para população afectada pelo projecto da Ponte Matupo Katembe embora já terem iniciado as obras de construção da ponte.

 Elísio Muchanga 

Numa altura em que as receitas da TRAC aparentam estar a aumentar devido ao fluxo do tráfico nas estradas a si concessionadas e sob sua gestão, a Maputo Sul esta a ver os prazos da entrega da circular prevista para Dezembro deste ano comprometidas devido ao nível de negocias com a TRAC.

 É que com a construção da circular que devera levar ao longo dos cerca de 74 km de estradas cinco portagens os níveis de rendimento da estrada concessionada a TRAC isto é a N4 que por sinal esta a alargar as faixas de rodagens ira inevitavelmente reduzir drasticamente.

 Segundo Paulo Fumane que sábado ultimo visitou junto com o Ministro das obras publicas e Habitação Carlos Bonete a circular de Maputo e tendo escalado aquele ponto o “Nó de tchumene”,

que é  por sinal, o único em todas as secções que, ainda não iniciaram as obras de construção  com 0 porcento de nível de execução contra 70 porcento dos outros pontos, as obras irão iniciar em Dezembro próximo período previsto para a entrega da circular.

 De acordo com Fumane há uma necessidade de se chegar a um entendimento com a TRAC no Nó de Tchumene na N4, secção, onde a estrada esta concessionada a TRAC. Entretanto já foi submetido um projecto detalhado de engenheira a ANE e há trabalhos preparatórios em curso para construção das estacas de fundação, sabe-se porem que a construção do Nó de Tchumene esta ser reprogramado para finais de 2015 o que vai colidir com os prazos de entrega da circular prevista para dezembro.

A TRAC exige que se faça uma contagem do tráfego que vai fluir para a circular que vem da região da Ressano Garcia, podendo este ser o tráfico que ira sentenciar a redução das receitas na N4 a favor da circular de Maputo que terá suas portagens sob gestão do Maputo Sul.